quinta-feira, 29 de julho de 2010

Possibilidade tática para a primeira Seleção de Mano

Hoje o técnico Mano Menezes convocou os jogadores que vão defender a Seleção Brasileira em amistoso contra os Estados Unidos. Na entrevista coletiva que sucedeu o anúnico, o treinador do Brasil confirmou sua predileção pelo 4-2-3-1, conforme já havíamos debatido aqui no blog Preleção.

Com base nas duas informações - a lista de convocados, e o sistema tático - é possível projetar, ainda que correndo o risco de errar, o time-base da partida de estreia de Mano Menezes. Nesta especulação, acrescento ainda conceitos bastante identificáveis no trabalho dele por Grêmio e Corinthians.

Mano Menezes prefere o 4-2-3-1; neste sistema, combina um volante marcador e um apoiador na primeira linha do meio-campo (Sandro Goiano e Lucas no Grêmio, Cristian e Elias no Corinthians); na função central da segunda linha de meio-campo, gosta de um camisa 10 clássico, distribuidor de jogo (Tcheco e Douglas, por exemplo); e pelos lados, como meias-extremos, utiliza jogadores velozes, ofensivos, e com boa capacidade de conclusão na aproximação com o atacante (Dentinho e Jorge Henrique são os principais exemplos, mas no Grêmio ele fez isso também com Carlos Eduardo, Hugo e Diego Souza, entre outros).

Entre todos os listados, o primeiro volante mais típico é Sandro, do Inter. Se ele não puder jogar, caso o Inter chegue à final da Copa Libertadores, Lucas pode ser utilizado na função - pois no Liverpool cumpre função mais defensiva do que fazia no Grêmio. Ao lado de Sandro (ou Lucas) sobram volantes-apoiadores: Ramires, Hernanes, Jucilei, e o próprio Lucas, voltando às origens. Pela experiência em Copa do Mundo, Ramires deve largar na frente.

Na segunda linha, pelo histórico de Mano Menezes, o mais lógico é apostar na camisa 10 para Paulo Henrique Ganso, como um articulador clássico, organizador de jogadas. Pelo Lyon, já vi Ederson cumprir esta função, embora ele também atue pelos lados do campo. Por isso, no diagrama tático que ilustra o post, arrisquei esta disputa - embora Ederson possa atuar em qualquer das três posições ofensivas da segunda linha.

Pelos lados, velocistas com capacidade de conclusão: Robinho e Carlos Eduardo, ou Robinho e Neymar, ou Robinho e Ederson. Sempre com Robinho pelo histórico na Seleção, papel importante em processos de renovação. Seria interessante iniciar com Carlos Eduardo pelos “pés invertidos” - destro na esquerda, canhoto na direita - buscando diagonais incisivas na direção da área (a Holanda fez isto na Copa, Celso Roth reproduz a mesma ideia no Inter, e pipocam muitos exemplos mais no futebol mundial). Alexandre Pato na frente também me parece bastante plausível.

O mais difícil de se projetar é a linha defensiva. Daniel Alves na direita, quem sabe André Santos na esquerda. Thiago Silva e David Luiz formando a dupla de zaga? E Victor no gol. São estas as minhas hipóteses. Confiram agora a lista de convocados:

Goleiros:
Victor (Grêmio)
Renan (Avaí)
Jefferson (Botafogo)

Zagueiros:
David Luiz (Benfica)
Henrique (Racing Santander)
Réver (Atlético-MG)
Thiago Silva (Milan)

Laterais:
André Santos (Fenerbahçe)
Marcelo (Real Madrid)
Rafael (Manchester United)
Daniel Alves (Barcelona)

Meio-campistas:
Hernanes (São Paulo)
Jucilei (Corinthians)
Lucas (Liverpool)
Ganso (Santos)
Sandro (Inter)
Ramires (Benfica)
Carlos Eduardo (Hoffenheim)
Ederson (Lyon)

Atacantes:
Alexandre Pato (Milan)
André (Santos)
Diego Tardelli (Atlético-MG)
Neymar (Santos)
Robinho (Santos)

Eduardo Cecconi
Redator de Esportes - clicRBS
http://twitter.com/eduardocecconi
www.clicrbs.com.br/prelecao

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Manto Sagrado Do Aston Villa

Na última semana o time inglês do Aston Villa fez um grande evento para lançar o seu novo uniforme e patrocinador. O novo patrocinador do time inglês é o FxPro e os jogadores Carlos Cuellar, Stewart Downing, Brad Friedel e o capitão do time Stillian Petrov foram as estrelas do evento.



E o mais bacana é que o novo patrocinador da equipe estará premiando os fãs de futebol que jogar o seu jogo online de Formual 1. Para se inscrever e jogar é só clicar aqui.

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El Clasico

Nessa semana um grande clássico peruano disputado entre o Alianza Lima e o Universitário, um tradicional confronto sul-americano. Junto com o Sporting Cristal e Cienciano formam os quatro grandes confrontos do Peru.

O clube Universitário foi fundado em 1924 e tem como grande marca em competições internacionais chegar a uma final da Taça Libertadores da América em 1972 quando foi derrotado pelo Independiente da Argentina. As suas conquistas são 25 títulos do Campeonato Peruano.

O seu rival o Alianza Lima não tem tanta projeção internacional apesar de ser um grande clube do seu país, entre os seus títulos estão os seus 22 títulos nacional sendo o último conquistado em 2006.

Últimas Partidas
Universitário 0x1 Alianza Lima no dia 10 de julho de 2010
Alianza Lima 0x0 Universitário no dia 3 de maio de 2010

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Selo Blog de Ouro

O Futeblog foi indicado a receber o Selo de Ouro, uma campanha muito bacana que ta rolando pela blogosfera. A pessoa que indicou o blog ao prêmio foi o nosso parceiro Rodrigo Carvalho responsável pelo Digão Futebol (para conhecer o blog é só clicar aqui).

As quatro regras para adquirir este selo são:
1º - Colocar a imagem do selo no seu blog;
2º - Indicar o link do blog que nos indicou;
3º - Indicar blogs para receber o selo;
4º - Comentar nos blogs indicados sobre este selo.

Pois bem os indicados do Futeblog ao prêmio são os blogs:
Aposte Net – administrado pelo Helton (clicar aqui)
Arena Rubro Negra – administrado pelo Ítalo Oliveira (clicar aqui)
Mercado Leonino – (clicar aqui)

Gostaria muito de agradecer ao Rodrigo Carvalho por ter se lembrado de nós e nos premiado com o selo.

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domingo, 25 de julho de 2010

Finalmente Um Técnico

Desde o (previsível) fracasso na Copa do Mundo, todos se perguntavam quem ia ser o substituto do Dunga no comando da Seleção. Depois de muitas especulações, apostas, supostos acordos e recusas por conta de contrato, o cargo mais importante depois do presidente da república (segundo dito popular) foi preenchido por Mano Menezes.

Muitos queriam Felipão, outros apostaram em Muricy que acabou recusando o convite, mas no fundo todos desconfiavam que o novo treinador fosse o Mano. A palavra da vez é renovação (como foi da última vez) vamos torcer para que isso realmente aconteça e que a Seleção não precise contar com os velhos conhecidos que sempre que as coisas complicam sempre voltaram (como Gilberto Silva, Robinho que mais decepcionou que ajudou, por exemplo).

Dois motivos para ficarmos confiantes e preocupados, o primeiro é que agora o Brasil tem um treinador e que sabe e entende de futebol isso em situações difíceis faz muita diferença já a parte preocupante é que o Mano é que o Mano é gaucho, região conhecida pelo futebol truncado e defensivo coisas que nos faz lembrar do antigo treinador que veio do mesmo estado que o Mano e do seu método de trabalho.

O primeiro desafio do novo treinador é contra os Estados Unidos e a expectativa é para a primeira convocação, e como todo mundo tem um pouco de médico, treinador e louco (segundo dito popular) gostaria de palpitar alguns nomes que gostaria (na minha humilde opinião).

David Luiz - vem se destacando no Benfica a muito tempo e é uma boa opção tanto para a lateral quanto na zaga (e se conseguir cruzar uma bola certa na área já tem vaga garantida no lugar do Maicon)

Renato - não é um jogador brilhante, mas também não é um jogador medíocre e no Sevilla vem fazendo um bom papel no meio-campo poderia jogar no lugar do Elano sem nenhum problemas.

Denílson - mais um bom jogador de meio-campo que atua no Arsenal sabe marcar e avançar com extrema qualidade, não entendo porque ele não foi convocado (é visivelmente óbvio que é muito melhor que o Gilberto Silva).

Alex - todos sabem do potencial dele, o problema é que ele já esta com a idade meio avançada pra essa “nova era”, mas é sempre bom ver um jogador de qualidade jogando.

Diego - teve algumas oportunidades há um tempo, mas não agradou muito o antigo treinador, acredito que mereça mais uma chance quando tiver na sua boa fase.

Bom se algum desses nomes vai ser chamado eu não sei, vamos ver quais serão as mudanças que o Mano irá fazer, mas se começar a mudar a postura em campo e procurar vencer ao invés de jogar pra empatar já vai ser uma enorme mudança.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

O 4-4-2 do Brasil na Copa de 1982

O Brasil de Telê Santana jogava em um clássico 4-4-2 brasileiro, com dois volantes e dois meias criativos. Já se partia da tendência lançada poucos anos antes, do “quarto homem do meio de campo”, provocada pelo recuo de um dos pontas. À época, o humorista Jô Soares até pedia com insistência: “bota ponta, Telê”. A opinião pública estava acostumada a ver times e seleções no 4-3-3, mas o Brasil se adaptava a um sistema que lhe caberia muito bem, e por longos anos.

A base tática tinha uma linha de quatro defensores, protegida por dois volantes. A zona de articulação contava com Sócrates pouco mais centralizado, enquanto Zico avançava preferencialmente pela direita. A compensação se dava no ataque, onde Éder era o ponta remanescente, pela esquerda, tendo Serginho na referência de área.

A estratégia era diversificada. Ambos os laterais apoiavam, principalmente Júnior, que ora passava pelo lado, empurrando Éder para o centro, ora fazia a diagonal, permitindo a Éder se utilizar do corredor. Os dois volantes - Falcão e Cerezo - com técnica acima da média para a função, exerciam a saída de bola sempre pelo chão.

O Brasil jogava de pé em pé, com variações de jogadas, aproximações, triangulações, passagens, infiltrações. Era uma equipe sincronizada em seus movimentos ofensivos. Com jogadores qualificados e inteligentes. Pouco previsível pelos adversários, embora algumas vezes vulnerável em função da própria vocação.

Dentro deste contexto, destoava o centroavante Serginho Chulapa. Telê não pôde contar com Careca e Reinaldo, dois jogadores que poderia participar destas combinações pelo chão, e também concluir. Serginho era apenas um definidor, oportunista, dependente dos demais. A eliminação, entretanto, logicamente não passa exclusivamente pela falta de um centroavante mais técnico. Mas este fator contribuiu, assim como a ausência de um goleiro de exceção, para a eliminação quase inacredítavel da Seleção para uma Itália que tinha o declinante gioco all’italiana.

Eduardo Cecconi
Redator de Esportes - clicRBS
http://twitter.com/eduardocecconi
www.clicrbs.com.br/prelecao

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