sábado, 21 de janeiro de 2012

Esporte na Tela - Barcelona: Um time mais comum que muitos acham

Muitos se encantam com o futebol ofensivo e objetivo que o Barcelona vem apresentando nesses últimos anos, mas será que esse time é tão anormal quanto muitos acham? Ou será que esse time é tão perfeito assim?

Vamos dividir essa postagem em algumas partes, em pontos positivos e pontos negativos desse espetacular esquema tático do time catalão e, depois, faremos uma conclusão geral sobre esse grande time. Agora, vale ressaltar: não vamos falar de nenhum jogador especifico ou exaltar nenhum talento individual.

Pontos Positivos - Não tem como não reconhecer que o trabalho feito nas categorias de base é o principal motivo de isso tudo dar certo, desde cedo os jogadores já entram no espírito tático e do estilo de jogo do time. Com treinamentos intensivos a disciplina tática é aprimorada a cada categoria até o profissional.

Com boa parte do elenco treinando junto desde cedo além de se padronizar em um esquema também se ganha um grande entrosamento sabendo cada movimento que o companheiro faz em campo. Por isso a facilidade do Barcelona jogar já que todo já sabe o que fazer, pra onde ir e pra onde tocar.

Um ponto bastante importante é ter jogadores que façam varias funções assim da pra mudar a disposição tática sem fazer substituições desnecessárias, privilegio que só um elenco de muita qualidade tem de não jogar só de uma forma.

Pontos Negativos - Jogar assim de um jeito totalmente ofensivo é muito bom quando se sabe jogar, mas trás alguns problemas que ficam escondidos em meio tanta qualidade e beleza das jogadas. Uma delas é a deficiência na marcação sempre vemos o Barcelona com a posse de bola não deixando o adversário atacar, mas quando o adversário tem a bola o Barcelona sabe se defender?

Dificilmente veremos o Barcelona ser pressionado os 90 minutos inteiros e como o seu treinador preparou a equipe para essa situação. Outro destaque é a lentidão da defesa em se repor, vemos pelas subidas dos laterais que apoiam mais ao meio e ao ataque do que a sua defesa.

As perguntas que ficam é como jogar igual ao Barcelona? Como ser o Barcelona?

Não acho que todos tenham que se moldar pra ser igual a um time, acho que cada time deveria se aprimorar no que tem de melhor e no seu estilo próprio sendo ele toque de bola, marcação, jogada aérea...

O Barcelona é um time muito bom e um dos melhores da historia, mas isso não faz dele um time perfeito ou um time invencível.

Postagem do Esporte na Tela
http://www.esportenatela.com.br/

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Tottenham Campeão da Copa UEFA 1971/72

No “Times Que Fizeram Que História” dessa semana vamos relembrar titulo do Tottenham na primeira edição da Copa UEFA, nesse ano de estréia o torneio contou com 64 clubes. Na primeira rodada o time inglês enfrentou o ÍBK Keflavík da Islândia e com duas goleadas de 6 a 1 e 9 a 0 seguiu para a fase seguinte.

Na segunda fase enfrentou o Nantes e passou pelos franceses vencendo um jogo por 1 a 0 e empatando o outro em 0 a 0. Na fase seguinte o adversário foi o time romeno Rapid Bucureşti e o Tottenham venceu os seus dois jogos por 3 a 0 e 2 a 0.

Na fase de quartas-de-final o adversário foi outro time da Romênia dessa vez foi o Arad, o time inglês passou de fase após vencer por 2x0 e empatar em 1x1. Na semi-final o adversário foi o conhecido Milan e Tottenham conseguiu a sua classificação após vencer os italianos por 2x1 e empatar em 1x1.

A primeira final da história da Copa UEFA foi disputada pelos times ingleses Tottenham Hotspur e Wolverhampton Wanderers, a final decidida em dois jogos teve a sua primeira partida realizada no estádio do Wolverhampton sendo vencida pelo Tottenham por 2 a 1. A segunda partida aconteceu em Londres e o Tottenham empatou em 1 a 1 se sagrando assim o primeiro campeão da Copa UEFA.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

‘Prova real’ na análise tática: interações e posse de bola

A teoria tática no futebol ainda é uma ciência em desenvolvimento. Há pouca bibliografia, muito conhecimento empírico disseminado de forma imprecisa, e consequentemente discrepâncias entre conceitos utilizados pelos analistas. Parte-se, por exemplo, da premissa que o sistema tático se define sem a posse de bola, como se fosse algo matemático: observar uma equipe defendendo-se é suficiente para identificar se ela está no 4-4-2, no 4-3-3, no 3-5-2…e eu discordo.

Há outros elementos importantes. A posse de bola precisa interferir neste diagnóstico. Como definir o sistema do Barcelona pelo seu posicionamento defensivo – ou posicionamento inicial – se o time joga com posse superior a 70%? Neste caso, o mais importante é o posicionamento inicial dos jogadores do Barça na transição ofensiva, e não na defensiva, porque é a maneira com a qual ele se comporta por mais tempo.

Outro aspecto interessante é a “interação”, termo que ouvi em palestra do treinador Tiago Duarte no curso Kick-Off 5 da escola Perestroika, em Porto Alegre. É preciso identificar com quais jogadores algum específico mais interage. Assim é mais facil definir em qual setor ele tem maior presença, configurando o sistema tático.

É como na “prova real” dos cálculos matemáticos. Parte-se do posicionamento inicial sem a bola para projetar o sistema tático, mas é preciso confrontar esta observação até certo ponto fácil e simples com dados mais complexos: o tempo de posse, o comportamento dos jogadores – espaços ocupados e movimentos realizados – e as interações dos pequenos grupos. Só depois de cruzar estes dados é possível determinar o sistema tático e a estratégia com mais chance de acerto.

Um exemplo disso está no Chelsea, que ontem empatou fora de casa com o Tottenham. Na história recente do clube as equipes distribuem-se no 4-3-3 – foi assim com Mourinho, Ancelotti, e até com Villas-Boas assim que o português chegou a Londres. Mas, aos poucos, pelos jogadores escolhidos, e pelas interações deles, o sistema modificou-se, e o Chelsea tem jogado no 4-5-1 em duas linhas com um volante entre elas (ou 4-1-4-1) conforme o diagrama abaixo:


Sete jogadores têm o mesmo comportamento do 4-3-3 anterior – relembrem aqui. A linha defensiva e o triângulo de base alta bem fechado no centro do campo, com um tripé de volantes passadores, estão intactos. A alteração está nos lados do campo. Antes, com Anelka e Malouda (ou Kalou, ou até Torres) o 4-3-3 configurava-se pelas interações deles, incisivas, na direção de Drogba.

Agora, Mata e Sturridge são wingers, e não atacantes. Não apenas recuam, alinhando-se aos apoiadores Ramires e Raúl Meireles – fato que pode acontecer no 4-3-3 circunstancialmente, com os pontas acompanhando laterais, por exemplo – como também é com esta dupla que eles mais interagem.

Mata e Sturridge jogam distantes de Drogba e deles próprios, interagindo com os meio-campistas e os laterais – o espanhol com Meireles, e com Ashley Cole, e o inglês com Ramires e Bosingwa. Drogba fica ‘divorciado’ deste bloco, sendo requisitado apenas para o pivô e a conclusão, sem participar das tramas. Outro detalhe importante: o Chelsea chegou a ter apenas 35% de controle da bola, passando 65% do tempo, portanto, com posicionamento inicial defensivo, o que torna esta observação mais importante que durante a posse.

Se havia dúvida sobre o sistema tático do Chelsea, aplicar à observação do jogo de ontem a relevância da posse de bola e as interações dos jogadores ajudam a tirar a “prova real”, e definir o 4-1-4-1.

Eduardo Cecconi
http://twitter.com/eduardocecconi
http://globoesporte.globo.com/platb/tabuleiro/

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Vende-se Essa Camisa

Amigos amantes do futebol venho aqui por meio dessa postagem de caráter solidário divulgar essa bela camisa da Seleção, essa relíquia é do ano de 1981 e esta em seu perfeito estado de conservação.

Para a alegria dos colecionadores de camisas esta peça raríssima esta a venda, aos interessados e para os que tiverem dispostos a adquirirem é só entrar em contato por comentários ou por e-mail.

Aguardamos o seu contato.

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domingo, 15 de janeiro de 2012

Oliver Bierhoff

Primeira postagem de 2012 e mais uma postagem da série “Craques Esquecidos” e pra começar um famoso jogador alemão apesar de não ter feito sucesso na sua terra natal. Oliver Bierhoff nasceu em Karlsruhe no dia 1 de maio de 1968 e iniciou a sua carreira em 1986 defendendo o Bayer Uerdingen onde jogou 31 partidas e marcou 4 gols.

Em 1988 se transferiu para o conhecido Hamburgo onde jogou ate 1990 marcando 6 gols em 34 jogos, depois do Hamburgo foi jogar no Borussia Mönchengladbach onde jogou apenas 8 partidas sem marcar nenhum gol. Sem sorte na Alemanha Bierhoff foi a par a Áustria defender o Áustria Salzburg onde teve uma boa passagem marcando 23 gols em 32 jogos em uma só temporada.

Com esse bom desempenho Oliver Bierhorff foi contratado pelo Ascoli e jogou 117 jogos marcando 48 gols entre 1991 a 1995, depois foi para o Udinese onde viveu a melhor fase da carreira de acordo com o seu ex-treinador Alberto Zaccheroni marcou 57 gols em 86 jogos.

Em 1998 chegou ao Milan onde conquistou o seu único titulo defendendo um clube jogou no time rubro-negro de 1998 a 2001 fez 38 gols em 91 partidas e foi campeão italiano em 1999. Em 2001 foi para a França jogar no Mônaco e ficou La por apenas uma temporada jogando apenas 18 partidas e marcando 5 gols, depois do Mônaco voltou para a Itália para defender o Chievo em 2002 o seu ultimo clube e ficou por lá ate 2003.

Bierhoff fez a sua estréia na seleção alemã em 21 de fevereiro de 1996 contra a seleção de Portugal e fez o seu primeiro e também o segundo gol pela Alemanha na sua segunda partida pela seleção contra a Dinamarca. Pela seleção do seu país foram 70 jogos e 37 gols participou das Eurocopas de 1996 (onde foi vencedor) e 2000 e das Copas do Mundo de 1998 e 2002, se aposentou da seleção na final da Copa do Mundo de 2002.

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domingo, 18 de dezembro de 2011

Como Perder Um Título Mundial Em 5 Passos

Hoje vimos a decisão do título Mundial de Clubes da FIFA disputada entre o Barcelona e Santos e o que vimos foi o futebol brasileiro defasado e previsível ser espancado humilhantemente no Japão, a pergunta que ficou é, como se ganha do Barcelona? (resposta que o poderoso Real Madrid ainda procura).

Mas o Santos nos ensinou como se perder um título e você também aprendera seguindo os passos logo abaixo.

Passo 1 - Tenha medo do seu adversário
Esse é um fator crucial nunca devemos desrespeitar nossos adversários, mas nunca devemos temer uma possível (e nesse caso mais que obvia) derrota ou uma goleada (como aconteceu) por maior ou mais importante que seja o time adversário mesmo eles sendo os melhores no que faz e muito competentes na conquista de títulos.


Passo 2 - Deixe o time adversário com a posse de bola
Só quem joga é quem tem a bola e só da pra atacar quando se tem a bola, então se você não quer que o adversário domine o jogo é só tirar dele a bola (na teoria é assim que funciona) e não deixando o outro time ter mais de 70% de posse de bola.


Passo 3 - Não marque e nem mostre vontade de marcar
Além do Barcelona saber jogar com a bola nos pés outro detalhe que contribuiu muito para o sucesso do futebol do time espanhol no jogo de hoje foi o fato do Santos nem ameaçar na marcação deixando o Barça tocar, parar, observar e entrar na defesa santista como quis.

Passo 4 - Dependa da trave e do seu goleiro para não tomar mais gols
Que o Santos entrou em campo e apenas viu o Barcelona jogar ficou explicito, mas o que salvou o time santista de uma vergonha maior foi o goleiro Rafael ter feito algumas defesas difíceis e a trave ter mostrado mais vontade de não deixar a bola entrar que os zagueiros.


Passo 5 – Espere que o adversário deixe espaço para o craque do seu time jogar
Todos esperavam (menos eu) que o Neymar o jogador “diferenciado” da equipe fosse desequilibrar e assim ser aquele gênio que a mídia insiste dizer que ele é só levando em conta as “incríveis’ jogadas que ele faz aqui no Brasil um lugar onde o nível não é dos maiores. Então o tão esperado show do jogador sobre a defesa espanhola ficou pro vídeo-game.

Todos nos sabemos que o nível do futebol europeu é muito maior que o do nosso futebol até porque como eles tratam futebol é de um jeito totalmente diferente como aqui, mas a lição que aprendemos e do jeito mais difícil é “vamos parar de achar que o Brasil é o centro do mundo futebolístico e que só nos sabemos jogar isso” e ter um pouquinho mais de humildade na hora de falar dos nossos (quase) gênios.

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